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quinta-feira, 25 de março de 2010

Improváveis ecos urbanos

Eliane F.C.Lima

A paz é um latido ao longe:
traz recordações de não sei quê,
de não sei onde,
mas inunda a alma de saudade
do que fica no passado.

A paz é uma chuvinha elegante,
pouca, levemente fria,
que vem quando se precisa
que se vai na hora certa.

A paz é um dia de sol fraco
e uma brisa intermitente,
que refresca,
mas não dá arrepio.

A paz é um silêncio bom,
longe um som de carros pressentido,
numa estrada indefinida,
que não se vê,
que não chega aqui.

2 comentários:

Sonia Pallone disse...

Seus textos poéticos são de uma beleza infinita. Bjs

Maria João disse...

A paz é tudo isso..
Como um chilrear na alvorada que de mansinho, pressente o dia.

É um prazer lê-la, Eliane.
Os meus parabéns