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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Monólogo II

Eliane F.C.Lima (Registrado no Escritório de Direitos Autorais)

A solidão envolve o ser humano
e o ser se vê preso pela corrente do sozinho.
A multidão congela o ser em uma ilha.
Barcos vão e vêm.
Mas uma ilha olha outra ilha, de longe e só.

A solidão é uma galáxia de estrelas.
E estrelas piscam suas luzes individuais.
Mandam mensagens, querem conversa,
mas ninguém responde...
E uma estrela olha outra estrela, de longe... e só.

4 comentários:

ju rigoni disse...

Poema imenso, Eliane. A cada leitura mudei a rota e ousei novos voos. Então, numa leitura bem pessoal e rasa... Solidão, menos suplício, mais alívio, - d'eus, liberdade, poesia,... vida!

Você sabe o quanto preciso da solidão para me perder em meio à minha "multidão". rsrs

Bjs, amiga. Que bom que está de volta. Inté!

Mara faturi disse...

Belo quando o monólogo vira poesia;)
Que bom que retornou !!
Seja bem-vinda!
Bjo

Tais Luso disse...

Oi, Eliane, que sua volta lhe traga muita coisa boa e muita inspiração!

Solidão... Pois é, Eliane, eu gosto de solidão, gosto de conviver comigo. Na verdade, não sei o que é solidão, felizmente. Aliás, segundo Artur da Távola, 'quem tem vida interior jamais padece de solidão'. Quem tem músicas, filmes, livros, tintas e ainda traça algumas linhas, precisa desta 'solidão' para criação, tão necessária. Como disse a Ju, solidão é liberdade. Concordo.

No entando, entendo que solidão para outros torna-se algo muito triste.

Um beijo pra você.
Tais Luso

Tereza Maria e Carmem Teresa disse...

Bom retorno, Eliane...As galaxias são distantes,mas se olham e se admiram...Em palavras, diluimos nossas galaxias em palavras iluminadas que nos aquecem e nos reunem em um mesmo cintilar...Adorei te reencontrar compondo....
beijos

( poesiasperfumadasdeterezamaria.blogspot.com/ poesiasdecarmemteresa.blogspot.com)