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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Serenidade

Eliane F.C.Lima

Neste momento há paz.
Pode ser o mormaço
ou as roupas no varal,
sobre fios do passado.
Têm cheiro de sabão,
sem requinte de perfume.
Só mansidão e sinceridade,
tremulam sua certeza.
Pode ser o vento,
franjando folhas compridas:
balançam tais verdes vizinhos,
inconscientes bananas futuras.
Podem ser os pardais,
resguardados de gaiolas,
seu plebeísmo, liberdade garantida.
Trilam e se perseguem,
voo de alegria, rotina própria,
valor do apenas pássaro,
flor castanha que atravessa.
Este momento é a tarde,
nuvens de quadros no céu,
vagamente vagabundas.
Nada, agora, é muito ou pouco.
O simples sempre é a paz.

4 comentários:

ju rigoni disse...

"Podem ser os pardais,
resguardados de gaiolas,
seu plebeísmo, liberdade garantida.
Trilam e se perseguem,
voo de alegria, rotina própria,
valor do apenas pássaro,
flor castanha que atravessa."

Que seta! Lindo!

Bjs e inté!

Sonia Pallone disse...

Vim pra te conhecer e me encantar. Seu espaço tem poesia da melhor qualidade, saio aplaudindo e deixo aqui, o mesmo carinho que você deixou lá, no meu Solidão de Alma. Te sigo a partir de agora. Beijos.

Efigênia Coutinho disse...

Eliane F.C.Lima , bom dia estimada Poetisa, por um acaso vim conhecer sua pessoa sua boa poesia, e realmente estou encantada com sua obra literaria. Rendo-me a sua poesia, onde recebi uma sobre 8 de Março, dia Internacional da Mulher, e repassei ela com honras e glorias, meus cumprimentos.
Estou enviando um e-mail a sua pessoa, que peço para ler,
Efigênia Coutinho

Carmem Teresa disse...

Essa paz interior que encontra ecos na natureza exterior ... como sua Narcisa... Diante de si mesma e do mundo a poesia se espelha em suas palavras...