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domingo, 4 de julho de 2010

Vagante

Eliane F.C.Lima

Tenho uma alma penada,
que mora dentro de mim.
Anda arrastando correntes,
caminha por quartos ermos,
enormes salas vazias,
lençóis brancos sobre móveis,
escadas em caracol,
levando a lugar nenhum.
De lá se desce voando,
levitando feito espuma.
No sótão há coisas velhas,
porão?, só há coisas mortas,
ratos e teias de aranhas,
que velam pelo silêncio,
se escondem,
se há gemido:
o desespero da alma,
fechando e abrindo portas.

3 comentários:

Guidinha Pinto disse...

Boa noite Eliane. Agradeço as suas palavras e a visita. Não precisava escrever tanta coisa bnita e certa. Talvez.
Bastava um olá. Todo o seu tempo livre deve ser dedicado a estar aqui, ou no outro, ou mesmo no outro, pois penso que as suas palavras trazem de volta a inocência, a inquietude, a paz, o sossego, o remanso. Sensações boas. Pequenas «estórias».
Aquele abraço.
Beijo.

Carmem Teresa disse...

Seu poema levita entre memórias...o desespero da alma , eu diria, abre as portas da poesia e fecha a nós, leitores, nesses arabesco de saudade e melancolia que nos invade.Adorei.

ju rigoni disse...

Uma alma penada na casa interior... Quantas portas para abrir e fechar... Ainda bem que deu ao papel a pena. Gostei demais das imagens e do ritmo.

Bjs e inté!