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domingo, 5 de setembro de 2010

Das especificidades do amor

Eliane F.C.Lima

Amor morto não deixa marca.
Não há memória
no amor morto.
Não é aborto,
fuga de porto,
desfecho torto.
Amor morto,
ninguém se lembra,
jamais se viu.
Amor morto nunca existiu.

Aguardo sua visita em Literatura em vida 2 (link) e em Poema Vivo (link).

3 comentários:

Márcia Vilarinho disse...

Brincando com as palavras e brindando à reflexão sobre o maior sentimento, base da vida. Lindo, sempre e sempre. Bjs.

ju rigoni disse...

Amiga, amei esse teu poema muito vivo!...

Bjs, Eliane. E inté!

Carmem Teresa disse...

As rimas em eco circundando os versos no som fechado do /ô/ transmitem a sensação de um sentimento que se desfez ao voltar-se ao centro de si mesmo: o amor que não mais alcança o outro morre no interior fechado de si mesmo...como o mar que não mais se comunica com as águas ...